Mounjaro no Brasil: saiba tudo sobre o fármaco!
Por AMANDA SANTANA DE SOUSA há 36 horas Saúde
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O diabetes é uma das doenças crônicas mais comuns na atualidade, afetando mais de 13 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Considerando a alta prevalência dessa condição, é natural que os avanços científicos da área e os novos tratamentos para a doença estejam em constante desenvolvimento — e, entre essas inovações, está o medicamento Mounjaro.
Indicado como auxiliar de uma dieta saudável e da prática de atividades físicas para melhorar o controle glicêmico em pessoas adultas com diabetes tipo 2, o Mounjaro contém tirzepatida, substância que age como agonista dos receptores GIP e GLP-1 e ajuda a reduzir a produção de glicose pelo fígado.
No entanto, além do diabetes, o Mounjaro também possui outras indicações de uso. Neste artigo, preparamos um guia completo com todas as informações importantes sobre esse medicamento, incluindo o que é Mounjaro, as principais indicações de uso, benefícios, efeitos colaterais, como fazer o uso correto, onde comprar e muito mais. Continue lendo para conferir!
Mounjaro: o que é?
Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o Mounjaro é um medicamento injetável cujo princípio ativo é a tirzepatida, que combina a ação de dois hormônios produzidos no intestino que ajudam a regular a glicose no corpo: GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e GIP (polipeptídeo inibidor gástrico).
Essa combinação, proporciona um controle mais eficaz dos níveis glicêmicos sanguíneos, favorecendo um efeito positivo na resposta metabólica ao estimular a secreção de insulina e reduzir a produção de glucagon.
Vale dizer que a tirzepatida se destaca por sua capacidade de imitar a resposta natural do corpo ao consumo de alimentos. Isso porque, ao ativar simultaneamente os receptores GLP-1 e GIP, ela não somente melhora o controle glicêmico, mas também pode auxiliar na perda de peso.
Mounjaro: para que serve?
Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil em setembro de 2023, a principal indicação de para que serve o Mounjaro consiste em:
I. Uso aprovado (bula)
O principal uso do Mounjaro é no tratamento do diabetes tipo 2. A tirzepatida atua no organismo estimulando o aumento da produção de insulina em resposta à ingestão de glicose, ao mesmo tempo que reduz a produção de glucagon pelo fígado. Esse duplo mecanismo de ação ajuda a manter os níveis glicêmicos no sangue sob controle, um fator essencial no tratamento dessa condição.
A eficácia do medicamento foi comprovada em diversas pesquisas clínicas, sendo o mais destacado o estudo SURPASS-1. Nesse estudo, que comparou a tirzepatida com outros tratamentos para diabetes tipo 2, os resultados mostraram que o Mounjaro é muito eficaz. Pacientes que usaram o medicamento reduziram até 2,4% nos níveis da hemoglobina glicada (HbA1c), um importante indicador de controle glicêmico.
II. Uso off-label
Além disso, vale ressaltar que a tirzepatida também influencia o apetite, o que leva à redução da ingestão calórica e, consequentemente, à perda de peso. Por esse motivo, seu uso off-label tem ganhado notoriedade como um potencial auxiliar para pessoas que enfrentam a obesidade.
De acordo com um estudo publicado no The New England Journal of Medicine, pessoas tratadas com tirzepatida apresentaram reduções significativas no peso corporal. No estudo de 72 semanas, participantes que receberam doses semanais de 5 mg, 10 mg e 15 mg de tirzepatida tiveram reduções médias de peso de 15%, 19,5% e 20,9%, respectivamente.
É importante lembrar que, em comparação com opções como dieta e exercícios físicos, os efeitos do Mounjaro oferecem uma abordagem farmacológica que pode ser útil para quem não teve uma boa resposta às intervenções tradicionais. No entanto, seu uso deve sempre fazer parte de um plano completo de saúde e bem-estar.
Leia também: Unir o útil ao agradável - saiba como perder algumas calorias com atividades do dia a dia
Mounjaro: efeitos colaterais conhecidos
Ao iniciar o tratamento com Mounjaro, é importante conhecer os possíveis efeitos colaterais — afinal, como qualquer medicamento, ele pode causar reações adversas em parte das pessoas que o utiliza. Estar ciente dessas reações ajuda a gerenciar expectativas e saber quando é necessário buscar orientação médica.
Os efeitos colaterais mais comuns, que afetam 5% ou mais pacientes, incluem:
Dor abdominal.
Arrotos.
Constipação.
Dispepsia (desconforto na parte superior do abdome).
Fadiga.
Reações de hipersensibilidade.
Reações no local da injeção.
Em casos raros, podem ocorrer reações mais severas, como tremores, sudorese excessiva, tontura e confusão mental. Se esses sintomas surgirem, é importante procurar ajuda médica imediatamente.
Como aplicar Mounjaro corretamente?
A aplicação correta de Mounjaro é indispensável para garantir sua eficácia no tratamento do diabetes. Disponível em seis dosagens diferentes (de 2,5 mg a 15 mg de tirzepatida), a dosa do medicamento é autoadministrada e feita por via subcutânea, uma vez por semana, em qualquer horário do dia.
A seguir, explicamos o passo a passo de como “tomar” Mounjaro da forma adequada. Confira:
Preparação: antes de iniciar, faça a assepsia das mãos lavando-as bem com água e sabão. Certifique-se de que o local da injeção esteja limpo e seco.
Escolha do local de injeção: o Mounjaro pode ser aplicado no abdômen, coxa ou parte superior do braço. Evite áreas com cicatrizes, irritações ou lesões.
Aplicação:
Retire a tampa cinza da base e segure a caneta com dois dedos.
Encoste a base transparente na pele e gire o anel de travamento para destravar.
Insira a agulha em um ângulo de 90 graus.
Pressione o êmbolo até o final. Você ouvirá dois cliques: o primeiro indica o início da injeção e o segundo, que ela foi concluída.
Cuidados pós-aplicação: após a injeção, pressione levemente o local com um algodão seco para minimizar qualquer sangramento. Evite esfregar a área.
É importante salientar que, para as pessoas que fazem o uso combinado do Mounjaro e da insulina, cada medicamento deve ser injetado separadamente. Embora a mesma área do corpo possa ser utilizada para ambas as injeções, é essencial que os locais de aplicação sejam diferentes.
Advertências e precauções especiais de utilização do Mounjaro
A principal contraindicação do Mounjaro é para pessoas com hipersensibilidade à tirzepatida (princípio ativo do medicamento) ou a qualquer outro componente da fórmula. As demais advertências e precauções especiais incluem:
Pancreatite aguda: o Mounjaro não foi estudado em pacientes com histórico de pancreatite. Deve ser usado com cautela nesses casos.
Hipoglicemia: quando o Mounjaro é combinado com insulina ou secretagogos da insulina, o risco de hipoglicemia pode aumentar. Nesses casos, ajustes na dosagem podem ser necessários para minimizar o risco.
Doença gastrointestinal grave: o Mounjaro não foi estudado em pacientes com doenças como gastroparesia grave, por isso, deve ser usado com precaução.
Retinopatia diabética: o Mounjaro deve ser usado com cuidado em pacientes com retinopatia diabética ou outras condições oculares graves, com monitoramento adequado.
Pessoas idosas: dados sobre a segurança do Mounjaro em pacientes com 85 anos ou mais são limitados.
Mounjaro ou Ozempic: qual o melhor?
Ao considerar opções terapêuticas para diabetes tipo 2, o Mounjaro e o Ozempic são frequentemente comparados por seu mecanismo de ação e eficácia.
Embora ambos sejam agonistas do receptor GLP-1, eles possuem diferenças importantes que podem influenciar a escolha do tratamento em conjunto com um(a) médico(a). A seguir, explicamos as principais diferenças entre esses dois medicamentos:
1. Princípio ativo
Enquanto o Mounjaro, como vimos, contém a tirzepatida, o Ozempic, por outro lado, possui o princípio ativo semaglutida, que também é comercializado sob as marcas Wegovy e Rybelsus.
2. Mecanismo de ação
O Ozempic pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1 (peptídeo 1 semelhante ao glucagon), enquanto o Mounjaro, além de imitar o GLP-1, também imita o GIP, outro hormônio que ajuda a regular o açúcar no sangue e controlar o apetite.
3. Efeitos colaterais
Ambos os medicamentos apresentam efeitos colaterais comuns, especialmente no início do tratamento. No entanto, alguns estudos indicam que pacientes que usam o Mounjaro tendem a experimentar taxas ligeiramente mais altas de efeitos gastrointestinais, incluindo náuseas, vômitos, diarreia e constipação.
4. Aprovação e indicações
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza o uso do Mounjaro somente para o tratamento de diabetes tipo 2. No entanto, seu uso para obesidade tem ganhado destaque, embora seja considerado off-label.
Já o Ozempic é aprovado pela Anvisa tanto para o tratamento da diabetes tipo 2 quanto para a obesidade, mas sob a marca Wegovy.
5. Posologia
O Ozempic está disponível nas dosagens de 0,25 mg, 0,5 mg, 1 mg e 2 mg. Por outro lado, o Mounjaro oferece doses de 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg.
Leia também: Wegovy e Ozempic - diferenças e usos
A compra do Mounjaro precisa de receita?
Antes de decidir onde comprar Mounjaro no Brasil, é importante entender as regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a comercialização desse fármaco.
O Mounjaro por ser classificado como um medicamento controlado, significa que, sim, é necessário apresentar uma receita médica para comprá-lo. Essa exigência assegura que seu uso seja acompanhado por profissionais de saúde, garantindo mais segurança durante o tempo de administração.
Além disso, a prescrição deve ser realizada por um(a) médico(a) devidamente registrado(a) no Conselho Regional de Medicina (CRM), garantindo que o tratamento seja adequado às necessidades específicas de cada paciente.
Tire suas dúvidas sobre o Mounjaro
Agora que você já sabe como o Mounjaro funciona, sua principal função, os possíveis efeitos colaterais e como usar Mounjaro corretamente, confira abaixo o esclarecimento de algumas dúvidas recorrentes sobre o medicamento:
1. O que fazer se eu esquecer de tomar a dose de Mounjaro?
Segundo a bula do Mounjaro, se você esquecer de tomar uma dose, deve aplicá-la o mais rápido possível dentro dos 4 dias seguintes. Caso tenham se passado mais de 4 dias, pule a dose esquecida e tome a dose programada no dia marcado. Em qualquer situação, você pode retomar seu esquema habitual de uma injeção por semana.
2. Quanto custa o Mounjaro?
A produção do Mounjaro para o mercado brasileiro ainda é realizada nas unidades internacionais da farmacêutica Eli Lilly. Por isso, o preço do medicamento não é fixo e pode variar dependendo de onde você vai comprá-lo, seja online ou em lojas físicas.
3. Qual é a dosagem recomendada de Mounjaro?
Depende. A dose diária de Mounjaro só pode ser prescrita por um(a) médico(a), que a determinará com base no histórico de saúde da pessoa, possíveis contraindicações e outros fatores. Dessa forma, a dosagem recomendada costuma variar de paciente para paciente.
4. Quanto tempo leva para ver os resultados com o Mounjaro?
A velocidade com que os efeitos do Mounjaro se manifestam varia de pessoa para pessoa, podendo ser influenciada por fatores como a dosagem, o estilo de vida e até mesmo a resposta individual do(a) paciente ao medicamento.
Mas, no geral, é comum observar melhorias nos níveis de glicose já nas primeiras semanas de tratamento. O controle glicêmico ideal, no entanto, tende a se estabilizar com o tempo, uma vez que o Mounjaro é um medicamento que requer uso contínuo para alcançar os resultados esperados.
5. O Mounjaro é seguro para uso durante a gravidez e lactação?
Segundo a bula do medicamento, a utilização de tirzepatida durante a gravidez não é recomendada, por haver poucos dados disponíveis e a indicação de toxicidade reprodutiva em estudos com animais. Por isso, o Mounjaro não deve ser usado por gestantes.
Em relação à amamentação, não há informações sobre a excreção da tirzepatida no leite materno, por isso, não é possível excluir riscos para o(a) recém-nascido(a). A decisão de continuar amamentando ou interromper o uso do medicamento deve ser definida por orientação médica.
Mounjaro: onde comprar no Brasil?
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