Alopecia: como tratar a queda de cabelo e pelos?
Por CAROLINE GONCALVES DA COSTA as 14:21 - 25/03/2025 Saúde
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A alopecia, condição que causa a perda de cabelo e de pelos pelo corpo, é um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, dados do Ministério da Saúde de 2020 indicam que cerca de 1% a 2% da população sofre com calvície, e em 60% dos casos, as pessoas têm menos de 20 anos de idade.
Embora essa condição tenha diversas causas diferentes, suas consequências podem ter um impacto significativo na autoestima — afinal, o cabelo, para muitas pessoas, é um elemento chave não só da aparência, mas também da identidade.
Mas existe alguma forma de evitar a alopecia? E se a pessoa já estiver enfrentando essa condição, quais são as melhores opções de tratamento? Neste artigo, vamos entender melhor o que é a alopecia, seus diferentes tipos, seus causadores e como tratar essa condição. Continue lendo!
Alopecia: o que é?
Você sabe o que é alopecia ou já ouviu falar nessa condição? A alopecia é a perda intensa de cabelo ou pelos em certas partes do corpo, principalmente na cabeça, quando é chamada de calvície.
No geral, as pessoas com a condição percebem o problema de repente, quando notam uma perda acentuada e perceptível dos pelos. Vale mencionar que a alopecia pode atingir qualquer parte do corpo, incluindo sobrancelhas, axilas e pernas.
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Tipos de alopecia
Dentre os tipos mais comuns de alopecia, os principais são:
1. Alopecia areata
A alopecia areata é uma condição autoimune que leva à perda de cabelo devido a um ataque do sistema imunológico aos folículos capilares, o que impede o crescimento de novos fios nas regiões afetadas.
A característica mais marcante da areata é, provavelmente, as falhas capilares com áreas circulares bem definidas. É importante ressaltar que esse tipo de alopecia não é transmissível. Os principais fatores dessa condição são: estresse emocional, lesões físicas e infecções, que podem desencadear ou piorar a situação.
2. Alopecia androgenética
Por outro lado, a alopecia androgenética, popularmente chamada de calvície, é uma condição bastante comum. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional do Rio de Janeiro, a maioria dos homens (80%) e uma boa parcela das mulheres (50%), sofrem com a condição. Sua principal característica é a diminuição gradual da espessura dos fios, resultando na perda de volume do cabelo em certas regiões do couro cabeludo.
Nos homens, a calvície tende a se concentrar nas áreas das têmporas (entradas) e no topo da cabeça (coroa). Já nas mulheres, a perda de cabelo costuma ser mais espalhada, afetando principalmente a região central do couro cabeludo.
3. Alopecia traumática
A alopecia traumática se refere à perda de cabelo em áreas do couro cabeludo que sofreram algum tipo de agressão. Essa agressão pode ser física, química ou até mesmo psicológica, resultando em uma queda de cabelo mais intensa nessas regiões.
A tração excessiva devido aos penteados de cabelo apertados, danos físicos causados por estresse ou o uso frequente de certos produtos químicos, como alisadores, são as causas mais comuns que desencadeiam essa condição.
4. Alopecia cicatricial
Por fim, a alopecia cicatricial ocorre quando a pele é gravemente danificada por alguma doença ou lesão, formando uma cicatriz. Como a cicatriz é diferente da pele normal, os pelos não conseguem mais crescer naquela área, resultando em falhas permanentes no cabelo ou em outras partes do corpo.
Ainda não se sabe ao certo o que causa a alopecia cicatricial. No entanto, quase todas as condições que levam a esse tipo de queda de cabelo atacam a glândula que produz a oleosidade capilar e as células responsáveis por gerar novos fios — o que provavelmente resulta na alopecia.
Reforçamos que, apesar de todos os tipos de alopecia levaram à queda capilar, cada condição possui seus próprios tratamentos, que vamos abordar nos próximos tópicos.
O que causa alopecia?
Para entendermos melhor a alopecia, é fundamental conhecer suas principais causas — afinal, saber o que causa o problema é o primeiro passo para lidar com ele de forma eficaz. Confira abaixo os principais fatores que desencadeiam a condição:
1. Heranças genéticas
A alopecia, principalmente a androgênica, possui uma grande influência genética para o seu aparecimento. Alguns estudos apontam que vários fatores, tanto genéticos quanto relacionados ao ambiente e estilo de vida, parecem influenciar o desenvolvimento desse tipo de condição.
2. Alterações hormonais
Desequilíbrios hormonais, especialmente os relacionados à testosterona, também podem influenciar na alopecia. Isso acontece porque a testosterona pode se transformar em diidrotestosterona (DHT) — hormônio que causa a diminuição dos folículos capilares, dificultando o crescimento saudável dos fios.
Além disso, no caso da alopecia feminina, é comum que a condição se manifeste depois de situações que alteram o equilíbrio hormonal do corpo, como o pós-parto, a pré-menopausa e o desmame das pílulas anticoncepcionais, por exemplo.
3. Ambiente e estilo de vida
O estresse prolongado, a falta de vitaminas e minerais essenciais, como ferro e zinco, e hábitos prejudiciais à saúde, como o tabagismo, podem acelerar a perda de cabelo. Condições psicológicas como a tricotilomania (mania de arrancar os cabelos) também podem contribuir para o problema.
Com isso em mente, vale destacar a importância dos cuidados com o cabelo. Procedimentos como o uso frequente de químicas ou o hábito de prender os cabelos com muita força podem fragilizar os folículos capilares e, eventualmente, contribuir para o desenvolvimento de um quadro de alopecia.
4. Doenças
Em certos tipos de alopecia, o sistema imunológico, em vez de proteger, acaba agredindo os folículos capilares, resultando na perda de cabelo — como no caso da alopecia areata. Da mesma forma, problemas como infecções, inflamações ou doenças, como a dermatite seborreica, também podem prejudicar os folículos, levando à queda capilar.
Compreender essas causas é vital para prevenir e tratar a alopecia. Ao conhecer os fatores que contribuem para essa condição, podemos adotar estratégias eficazes para minimizar seu impacto.
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Alopecia tem cura?
A resposta varia do tipo de alopecia. Existem condições que têm cura e podem ser tratados com sucesso, como a alopecia por tração. Já em outras situações, se o tratamento for feito com o auxílio de uma figura médica dermatologista ou tricologista (especialista na saúde do cabelo) e ajustado à fase da doença e às particularidades de cada pessoa, é possível manter os sintomas sob controle e ter uma boa qualidade de vida.
Abaixo, você confere melhor os detalhes dos principais tipos de tratamento para alopecia:
1. Tratamento medicamentoso
Os tratamentos medicamentosos, tópicos ou não, são eficazes em muitos casos de alopecia, como a alopecia por tração e a androgenética. O modo de ação desses medicamentos está relacionado com a diminuição da queda de cabelo e, em algumas situações, até com o estímulo do crescimento de novos fios. Entre os medicamentos mais utilizados estão: minoxidil, a finasterida e alfaestradiol.
2. Tratamento cirúrgico
As opções cirúrgicas, como o transplante capilar, oferecem uma solução mais permanente para a condição. Contudo, apesar de ser um procedimento mais invasivo e com um custo mais elevado, é a única maneira de recuperar os fios em áreas que tiveram perda permanente de cabelo.
Uma curiosidade sobre o transplante é que o médico ou médica só usa fios de cabelo selecionados e que não têm tendência genética à calvície. Interessante, não é mesmo?
3. Tratamento estético
A alopecia também pode ser tratada por meio de tratamentos estéticos, como no caso da carboxiterapia — aplicação subcutânea de gás carbônico que pode ajudar na circulação sanguínea no couro cabeludo e, consequentemente, no crescimento de novos fios.
Outra opção de intervenção é a fototerapia com luz ultravioleta (UV) — um tipo de radiação que existe, por exemplo, na luz solar. Quando aplicada no couro cabeludo, a fototerapia pode ajudar estimulando a produção de queratina, proteína importante para ter os fios mais fortes e saudáveis. Dessa forma, há um estímulo no crescimento capilar.
Em resumo, é importante lembrar que cada pessoa é única e o que funciona para uma pode não funcionar para outra. Nossa dica é buscar informações e conversar com um(a) médico(a) especialista antes de decidir qualquer forma de tratamento.
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A importância do diagnóstico precoce da alopecia
Agora que você já entende o que é alopecia, seus diferentes tipos e as principais razões por trás dela, é válido ressaltar que procurar um diagnóstico o quanto antes é essencial para um tratamento mais eficaz.
Quanto mais cedo você descobrir o que está causando a queda de cabelo, maiores as chances de tratar e até recuperar os fios perdidos. Para isso, exames como a tricoscopia, que usa uma câmera para ver o couro cabeludo de perto, e a biópsia, que analisa um pedacinho da pele no microscópio, auxiliam os(as) especialistas a identificar se você tem alopecia ou não.
Com isso, ao notar os primeiros sinais de queda capilar, procure um(a) dermatologista e lembre-se: quanto antes você começar o tratamento, maiores as chances de sucesso.
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